Arquivado em: Mergulho
Abaixo, expresso algumas idéias sobre o interessante debate de sábado, em ocasião das mostras de vídeos bastardos, livre e louva-a-deus no espaço educativo da 6a. Bienal do Mercosul (2007).
Neste sábado – 27.11.2007 – houve um estimulante debate sobre questões propostas a partir de três iniciativas de mostras de vídeos: bastados, livre e louva-a-deus – que contaram, além da participação de seus organizadores, com um restrito, porém crítico público.
O encontro ocorreu no espaço educativo da 6a. Bienal do Mercosul, numa iniciativa conjunta entre os artistas e os produtores do projeto pedagógico da Bienal, visando uma mostra comentada dos três projetos citados acima.
Trouxemos questões acerca da experimentação da linguagem em vídeo, do caráter transitório de sua espacialização – que propõe espaços de experiência com o público, o que implica no problema da recepção da proposição artística por parte de um público que espera por um tipo de arte menos experimental.
De fato, a especialização e o aumento das tecnologias de criação e circulação de imagens (sobretudo, as associadas às práticas do áudio-visual e da informação) implicam, artisticamente, noutra especialização, isto é, a de uma experimentação artística associada à prática com estas novas tecnologias (ressalto que não me refiro apenas aos softwares, mas a outros dispositivos, p.ex., os projetores data-show, os webcams, etc. e os modos como são operados, subjetivamente). Esta tese é pessoal e não será aprofundada aqui, e este pensamento é posterior ao debate, mas que suponho ser uma das causas para a “incompreensão” de determinado público de arte (problemas da recepção). Friso esta questão, pois creio que arte também pode ser tomada enquanto comunicação.
Além das questões trazidas, sobretudo, pelo público participante a respeito da arte experimental e das dificuldades da sua experiência frente a estas manifestações ( p.ex., mostras bastardos , livre e louva-a-deus), conversamos sobre o desejo pela criação de sistemas de circulação de proposições de arte (como a iniciativa de circulação dos vídeos bastardos e a do jornal COMO pelo Mergulho). A meu ver, idéia para uma geração de comunicações, que estabeleçam outros campos de experimentação, indo além dos da habilidade experimental com a tecnologia.
Assim, enquanto artista “mergulhador” relato poucas idéias – das tantas – que foram seminadas durante três horas deste sábado. Assuntos culturais cujos conteúdos (eu creio) devem sempre ser analisados – e que no entanto, são de interesse restrito, inacreditavelmente.
J. Soledar – 28 out.
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